ALAGOAS

Capital: Maceió

População estimada 2013: 3.300.935 Habitantes

População 2010: 3.120.494 Habitantes

Área (km²): 27.778,506

Densidade demográfica (hab/km²): 112,33

Número de Municípios: 102

 

Fonte: IBGE

 

 

Alagoas é uma das 27 unidades federativas do Brasil e está situado à leste da região Nordeste. Tem como limites Pernambuco (N e NO); Sergipe (S); Bahia (SO); e o oceano Atlântico (L). Ocupa uma área de 27.778,506 km², sendo ligeiramente maior que o Haiti. Sua capital é a cidade de Maceió. É formado por 102 municípios e suas cidades mais populosas são Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Rio Largo, Penedo, União dos Palmares, São Miguel dos Campos, Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia, Coruripe, Marechal Deodoro , Campo Alegre e Pilar (Alagoas).

 

Penúltimo Estado brasileiro em área (mais extenso apenas que Sergipe) e 16º em população, é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar e coco-da-baía do país e tem na agropecuária a base de sua economia. Terra do sururu, marisco das lagoas que serve de alimento à população do litoral, e da água de coco. Alagoas possui também um dos folclores mais ricos do país.

 

Inicialmente, o território alagoano constituía a parte sul da Capitania de Pernambuco, só vindo a conquistar sua autonomia em 1817. Sua ocupação decorreu da expansão para o sul da lavoura de cana-de-açúcar da capitania de Pernambuco, que necessitava de novas áreas de cultivo. Surgiram, assim, Porto Calvo, Alagoas (atual Marechal Deodoro) e Penedo, núcleos que orientaram, por muito tempo, a colonização e a vida econômica e social da região. A invasão holandesa em Pernambuco estendeu-se a Alagoas em 1631. Os invasores foram expulsos em 1645, depois de intensos combates em Porto Calvo, deixando a economia local totalmente desorganizada. A fuga de escravos negros durante a invasão holandesa criou um sério problema de falta de mão de obra nas plantações de cana. Agrupados em aldeamentos denominados quilombos, os negros só foram dominados completamente no final do século XVII, com a destruição do quilombo mais importante, o de Palmares. Durante o Império, a Confederação do Equador (1824) movimento separatista e republicano, recebeu o apoio de destacadas figuras alagoanas. Na década de 1840, a vida política local foi marcada pelo conflito entre os lisos, conservadores, e os cabeludos, liberais. No início do século XX, o sertão alagoano viveu a experiência pioneira de Delmiro Gouveia, empresário cearense que instalou, em Pedra (atualmente, Delmiro Gouveia), a fábrica de linhas Estrela, que chegou a produzir 200 mil carretéis diários. Delmiro Gouveia foi assassinado em outubro de 1917 em circunstâncias até hoje não esclarecidas, depois de ser pressionado, segundo consta, a vender sua fábrica a firmas concorrentes estrangeiras. Depois de sua morte, suas máquinas teriam sido destruídas e atiradas na cachoeira de Paulo Afonso.

 

Apelidada de Terra dos Marechais por, nela, terem nascido os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, Alagoas deu, ao país, numerosos brasileiros ilustres, entre os quais o antropólogo Arthur Ramos, o maestro Heckel Tavares, o filólogo Aurélio Buarque de Holanda, o poeta Jorge de Lima, os juristas Pontes de Miranda e Marcos Bernardes de Mello, além dos escritores Jorge de Lima, Lêdo Ivo e Graciliano Ramos.

 

Fonte: Wikipédia

Etimologia

Alagoas - de alagoa, um campo alagado ou brejo.

Fonte: Wikipédia

 

O latim lacus, "tanque, lago" é a fonte, no acervo vocabular primitivo, do português, espanhol e italiano lago e do francês lac; um seu derivado, o latim lacuna, "fojo, buraco", "falta, carência, omissão", explica o espanhol e italiano laguna. O português "lagoa", coincidente com a variante espanhola lagona e o mirandês llagona, supõe mudança de sufixo, documentada já em 938 num documento de Valencia, sob a grafia lacona, e noutro de 1094, de Sahagún, sob a grafia lagona. Sob a grafia "lagona" (talvez "lagõna"), é documentado no século XIV , tendo alternado com a forma "lago" por longo tempo. Já a prótese (incorporação do artigo "a", formando "alagoa") ocorreu sobretudo a partir de locuções ("na lagoa", "vindo da lagoa") ou por regularização morfológica com os derivados do verbo "alagar" ("alagadiço", "alagado", "alagador", "alagamento" etc.). O dicionário Aurélio registra "alagoa" como uma variação de "lagoa".

 

A forma "alagoa" aparece nos nomes concorrentes das lagoas Manguaba e Mundaú (aquela, "alagoa do sul", e esta, "alagoa do norte") já no século XVI, quando se fundam, perto, os núcleos de povoamento de Alagoa do Norte e Alagoa do Sul, chamados "as Alagoas", com inclusão dos demais núcleos de povoamento da área.

 

O sufixo do gentílico é o característico da área gentílica de -ano do Brasil (paraibano, pernambucano, alagoano, sergipano, baiano, goiano, a que viria juntar-se acriano).

 

Fonte: Wikipédia

 

História

COLETÂNEA DE VÍDEO: ALAGOAS NOSSA TERRA

DVD 01 - História

Depoimento: Osvaldo Maciel 

A história de Alagoas se inicia antes do descobrimento do Brasil, quando o atual território do estado era povoado pelos índios caetés. A costa do atual Estado de Alagoas, reconhecida desde as primeiras expedições portuguesas, desde cedo também foi visitada por embarcações de outras nacionalidades para o escambo de pau-brasil (Caesalpinia echinata).

 

Quando da instituição do sistema de Capitanias Hereditárias (1534), integrava a Capitania de Pernambuco, e a sua ocupação remonta à fundação da vila do Penedo (1545), às margens do rio São Francisco, pelo donatário Duarte Coelho Pereira, que incentivou a fundação de engenhos na região. Palco do naufrágio da Nau Nossa Senhora da Ajuda e subsequente massacre dos sobreviventes, entre os quais o Bispo D. Pero Fernandes Sardinha, pelos Caeté (1556), o episódio serviu de justificativa para a guerra de extermínio movida contra esse grupo indígenas pela Coroa portuguesa. Ao se iniciar o século XVII, além da lavoura de cana-de-açúcar, a região de Alagoas era expressiva produtora regional de farinha de mandioca, tabaco, gado e peixe seco, consumidos na Capitania de Pernambuco. Durante as invasões holandesas do Brasil (1630-1654), o seu litoral se tornou palco de violentos combates, enquanto que, nas serras de seu interior, se multiplicaram os quilombos, com os africanos evadidos dos engenhos de Pernambuco e da Bahia. Palmares, o mais famoso, chegou a contar com vinte mil pessoas no seu apogeu. Constituiu-se em a Comarca de Alagoas em 1711, e foi desmembrado da Capitania de Pernambuco (Decreto de 16 de setembro de 1817), em consequência da Revolução Pernambucana daquele ano. O seu primeiro governador, Sebastião Francisco de Melo e Póvoas, assumiu a função a 22 de janeiro de 1819.

 

Durante o Brasil Império (1822-1889), sofreu os reflexos de movimentos como a Confederação do Equador (1824) e a Cabanagem (1835-1840). A Lei Provincial de 9 de dezembro de 1839 transferiu a capital da Província da cidade de Alagoas (hoje Marechal Deodoro), para a vila de Maceió, então elevada a cidade.

 

A primeira Constituição do Estado foi assinada em 11 de junho de 1891, em meio a graves agitações políticas que assinalaram o início da vida republicana. Os dois primeiros presidentes da República do Brasil, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, nasceram no estado.

 

 

PRIMEIRAS NOTÍCIAS

Barra Grande deve ter sido o primeiro ponto do território das Alagoas visitado pelos descobridores, por ocasião da viagem de Américo Vespúcio, em 1501. Embora não haja referência àquele porto, excelente para a acolhida de navios, como a expedição vinha do norte para o sul, cabe crer que tenha ocorrido ali o primeiro contato com a terra alagoana. A 29 de setembro Vespúcio assinalou um rio a que chamou São Miguel, no território percorrido; a 4 de outubro denominou São Francisco o rio então descoberto, hoje limite de Alagoas com Sergipe.

 

Sem sombra de dúvida, nas décadas seguintes, os franceses andaram pela costa alagoana, no tráfico do pau-brasil com os selvagens dos arredores. Até hoje o porto do Francês documenta a presença, ali, daquele povo.

 

Duarte Coelho, primeiro donatário da capitania de Pernambuco, realizou uma excursão ao sul; não há documentos que a comprove, mas há evidências de que tenha sido realizada em 1545 e de que dela resulte a fundação de Penedo, às margens do rio São Francisco.

 

Em 1556, voltava da Bahia para Portugal o bispo dom Pero Fernandes Sardinha, quando seu navio naufragou defronte da enseada do hoje pontal do Coruripe. Sardinha foi morto e devorado pelos caetés, uma das numerosas tribos indígenas então existentes na região. Perdura a crença popular de que a ira divina secou e esterilizou todo o chão manchado pelo sangue do religioso. Para vingá-lo, Jerônimo de Albuquerque comandou uma expedição guerreira contra os caetés, destruindo-os quase completamente.

 

Em 1570, uma segunda bandeira enviada por Duarte Coelho, comandada por Cristóvão Lins, explorou o norte de Alagoas, onde fundou Porto Calvo e cinco engenhos, dos quais subsistem dois, o Buenos Aires e o Escurial. Neste último repousou, em 1601, o corsário inglês Anthony Knivet, que viajara por terra após fugir da Bahia, onde estivera prisioneiro dos portugueses.

 

 

A GUERRA HOLANDESA

No princípio do século XVII, Penedo, Porto Calvo e Alagoas já eram freguesias, admitindo-se que tais títulos lhes tivessem sido conferidos ainda no século anterior. Foram vilas, porém, em 1636. Repousando a economia regional na atividade açucareira, tornaram-se os engenhos de açúcar os núcleos principais da ocupação da terra. A partir de 1630, Alagoas, atingida pela invasão holandesa, teve povoados, igrejas e engenhos incendiados e saqueados.

 

Os portugueses reagiram duramente. Batidos por sucessivos reveses, os holandeses já desanimavam, pensando em retirar-se, quando para eles se passa o mameluco Domingos Fernandes Calabar, de Porto Calvo. Grande conhecedor do terreno, orientou os holandeses em uma nova expedição a Alagoas. Os invasores aportaram à Barra Grande, de onde passaram a vários pontos, sempre com bom êxito. Em Santa Luzia do Norte, a população, prevenida, ofereceu resistência. Após encarniçada peleja, os holandeses recuaram e retornaram a Recife. Mas, caindo em seu poder o arraial do Bom Jesus, entre Recife e Olinda, obtiveram várias vitórias.

 

Alagoas, Penedo e Porto Calvo: eis os pontos principais onde se trava a luta em terras alagoanas. Por fim, os portugueses retomaram Porto Calvo e aprisionaram Calabar, que morreu na forca em 1635. Clara Camarão, uma porto-calvense de sangue indígena, também se salientou na luta contra os holandeses. Acompanhou o marido, o índio Filipe Camarão, em quase todos os lances e arregimentou outras mulheres, tomando-lhes a frente.

 

 

PALMARES

Por volta de 1641, afirmava um chefe holandês estar quase despovoada a região. Maurício de Nassau pensou em repovoá-la, mas o projeto não foi adiante. Na época também se produzia fumo em Alagoas, considerado de excelente qualidade o de Barra Grande. Em 1645, a população participou da reação nacionalista, integrando-se na luta sob o comando de Cristóvão Lins, neto e homônimo do primeiro povoador de Porto Calvo. Expulsos os holandeses do território alagoano, em setembro de 1645, prossegue a população em sua luta contra eles, já agora, todavia, em território pernambucano.

 

Em fins do século XVII intensificam-se as lutas contra os quilombos negros reunidos nos Palmares. Frustradas as primeiras tentativas de Domingos Jorge Velho, sobretudo em 1692, dois anos depois o quilombo é derrotado, com o ataque simultâneo de três colunas: uma, dos paulistas de Domingos Jorge; outra, de pernambucanos, sob o comando de Bernardo Vieira de Melo; e a terceira, de alagoanos, comandados por Sebastião Dias. Palmares começara a formar-se ainda nos fins do século XVI, e resistiu a sucessivos ataques durante quase um século.

 

Um dos maiores redutos de escravos foragidos do Brasil colonial, Palmares ocupava inicialmente a vasta área que se estendia, coberta de palmeiras, do cabo de Santo Agostinho ao rio São Francisco. A superfície do quilombo, progressivamente reduzida com o passar do tempo, concentrar-se-ia, em fins do século XVII, na ainda extensa região delimitada pelas vilas de Una e Serinhaém, em Pernambuco, e Porto Calvo, Alagoas e São Francisco (Penedo), em Alagoas. Os escravos haviam organizado no reduto um verdadeiro estado, segundo os moldes africanos, com o quilombo constituído de povoações diversas (mocambos), pelo menos 11, governadas por oligarcas, sob a chefia suprema do rei Ganga-Zumba. A partir de 1667, amiudaram-se as entradas contra os negros, a princípio com a finalidade de recapturá-los, em seguida com a de conquistar as terras de que se haviam apoderado. As investidas do sargento-mor Manuel Lopes (1675) e de Fernão Carrilho (1677) seriam desastrosas para os quilombolas, obrigados a aceitar a paz em condições desfavoráveis. Apesar desse revés, a luta prosseguiria, liderada por Zumbi, sobrinho de Ganga-Zumba, contra cujas hostes aguerridas, em seguida a uma primeira expedição punitiva, em 1679, e a diferentes entradas sem maiores consequências, se voltaria finalmente o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, para tanto contratado pelo governador de Pernambuco, João da Cunha Souto Maior. Nos primeiros meses de 1694, aliado a destacamentos alagoanos e pernambucanos, sob o comando, respectivamente, de Sebastião Dias e Bernardo Vieira de Melo, Velho liquidaria a derradeira resistência do quilombo. Zumbi lograria escapar, arregimentando novos combatentes, mas, traído, ver-se-ia envolvido por forças inimigas, com cerca de vinte de seus homens, perecendo em luta, a 20 de novembro de 1695. Desaparecia, após mais de sessenta anos, o quilombo dos Palmares, "o maior protesto ao despotismo que uma raça infeliz traçou à face do mundo", no dizer de Craveiro Costa.

 

 

CRIAÇÃO DA COMARCA

Já então apresentavam as Alagoas indícios de prosperidade e desenvolvimento, quer do ponto de vista econômico, quer do cultural. Sua principal riqueza era o açúcar, sendo além disso produzidos, embora em menor escala, mandioca, fumo e milho; couros, peles e pau-brasil eram exportados. As matas abundantes forneciam madeira para a construção de naus. Nos conventos de Penedo e das Alagoas os franciscanos mantinham cursos e publicavam sermões e poesias. Tudo isso justificou o ato régio de 9 de outubro de 1710, criando a comarca das Alagoas, que somente se instalou em 1711. Daí em diante, a organização judiciária restringia o arbítrio feudal dos senhores, e até o dos representantes da metrópole. A comarca desenvolvia-se. Já em 1730 o governador de Pernambuco, propondo a el-rei a extinção da decadente capitania da Paraíba, assinalava a prosperidade de Alagoas, com seus quase cinquenta engenhos, dez freguesias, e apreciável renda para o erário real. Ao lado do açúcar, incrementou-se a cultura do algodão. Seu cultivo foi introduzido na década de 1770; em 1778, já se exportavam para Lisboa amostras de algodão tecido nas Alagoas. Em Penedo e Porto Calvo, fabricava-se pano ordinário, para uso, sobretudo, de escravos. Em 1754, frei João de Santa Ângela publicou, em Lisboa, seu livro de sermões e poesias; é a primeira obra de um alagoano. A população crescia, distribuindo-se em várias atividades. Um cômputo demográfico mandado realizar em 1816 pelo ouvidor Antônio Ferreira Batalha registrava uma população de 89.589 pessoas.

 

 

CAPITANIA INDEPENDENTE

Três anos depois, em 1819, novo recenseamento acusou uma população de 111 973 pessoas. Contavam-se, então, na província, oito vilas. Alagoas já se constituíra capitania independente da de Pernambuco, criada pelo alvará de 16 de setembro de 1817. A repercussão da Revolução Pernambucana desse ano contribuiu para facilitar o processo de emancipação. O ouvidor Batalha foi o principal mentor da gente alagoana. Aproveitando-se da situação e infringindo as próprias leis régias, desmembrou a comarca da jurisdição de Pernambuco e nela constituiu um governo provisório. Esses atos foram suficientes para abrir caminhos que levaram D. João a sancionar o desmembramento. Sebastião Francisco de Melo e Póvoas, governador nomeado, só assumiu o governo a 22 de janeiro de 1819.

 

Acentuou-se a partir de então o surto de prosperidade de Alagoas. Em 17 de agosto de 1831 apareceu o Íris Alagoense, primeiro jornal publicado na província, assim considerada a partir da independência do Brasil e organização do império. É certo que os primeiros anos de independência não foram fáceis. Uma sequência de movimentos abalou a vida provincial: em 1824, a Confederação do Equador; em 1832-1835, a Cabanada; em 1844, a rebelião conhecida como Lisos e Cabeludos; em 1849, a repercussão da revolução praieira.

 

 

MUDANÇA DA CAPITAL

Em 1839 a capital, então situada na velha cidade das Alagoas, foi transferida para a vila de Maceió, localizada à beira-mar, no caminho entre o norte, o centro e o sul da província. No processo de mudança defrontaram-se as duas facções políticas mais importantes, uma chefiada pelo mais tarde visconde de Sinimbu, outra pelo juiz Tavares Bastos, pai do futuro pensador Tavares Bastos, nascido, aliás, nesse ano de 1839. Naquele momento a província possuía oito vilas. Desde 1835 funcionava a assembleia provincial.

 

No governo da província sucediam-se os presidentes nomeados pelo imperador, nem sempre interessados pelos destinos da terra, outras vezes envolvidos por lutas partidárias. A província, contudo, progredia. No campo da economia, vale salientar a fundação, em 1857, da primeira fábrica alagoana de tecidos, a Companhia União Mercantil, no distrito de Fernão Velho. Idealizou-a o barão de Jaraguá, contribuindo dessa forma para o fomento da economia regional. Trinta anos mais tarde, fundou-se a Companhia Alagoana de Fiação e Tecidos, que em 15 de outubro de 1888 se instalou em Rio Largo. Seguiu-se a esta, em 30 de setembro de 1892, a fundação da Companhia Progresso Alagoano, em Cachoeira. Dessa atividade têxtil surgiram, com grande prestígio nacional, as toalhas da Alagoana.

 

O ensino recebeu incentivo com a instalação em 1849, do Liceu Alagoano, destinado ao nível médio; é hoje o Colégio Estadual de Alagoas. O ensino primário, já beneficiado em 1864 pelo estabelecimento de uma escola normal, hoje funcionando sob a denominação de Instituto de Educação, recebeu expressivo impulso com a criação de novas escolas. Com a fundação, em 1869, do Instituto Arqueológico e Geográfico Alagoano, hoje Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, desenvolveram-se os estudos históricos e geográficos. Do final do império ao início da república, incrementou-se o movimento para a construção de engenhos centrais e aperfeiçoamento técnico da fabricação de açúcar, o que iria dar origem às usinas, a primeira delas constituída, todavia, já no período republicano.

 

Os movimentos abolicionista e republicano dos últimos anos da monarquia atingiriam a província, o primeiro deles através da Sociedade Libertadora Alagoana e dos jornais Gutenberg e Lincoln. A campanha abolicionista mobilizou a intelectualidade alagoana, sem entretanto chegar aos excessos da violência. Professores e jornalistas atraíram a mocidade para a campanha, e após a abolição, em 1888, foi um mestre como Francisco Domingues da Silva que teve a iniciativa da criação de um instituto de ensino profissional, destinado aos filhos dos ex-escravos.

 

 

REPÚBLICA

O movimento republicano, intensificado pela abolição, traduziu-se nas atividades da imprensa e clubes de propaganda. O mais importante destes foi o Centro Republicano Federalista, também, de certo, o mais antigo; outros foram o Clube Federal Republicano e o Clube Centro Popular Republicano Maceioense, ambos existentes na capital no momento da proclamação. No interior havia igualmente outros clubes de propaganda. O Gutenberg era o órgão de imprensa mais veemente na difusão da ideia republicana.

 

No mesmo dia em que, no Rio de Janeiro, era proclamada a república, em Maceió assumia a presidência o dr. Pedro Ribeiro Moreira, último delegado do governo imperial para a província. Confirmada a mudança do regime, organizou-se a princípio uma junta governativa, mas a 19 de novembro o marechal Deodoro designou o irmão, Pedro Paulino da Fonseca, para governar o novo estado. Foi ele também o primeiro governador eleito após promulgada a constituição estadual, em 12 de junho de 1891.

 

Perturbados e incertos decorreram os primeiros dez anos de vida republicana, na província. Governos se sucediam, nomeados pelo poder central ou eleitos pelo povo, mas quase sempre substituídos ou depostos. Constituíram-se várias juntas governativas, numa ou noutra oportunidade. Somente no fim do século XIX, ou melhor, já nos primeiros anos do século XX, a situação se consolidou com os governos do barão de Traipu e de Euclides Malta, o primeiro da chamada "oligarquia Malta", que se prolongou até 1912. Euclides governou de 1900 a 1903; sucedeu-lhe o irmão, Joaquim Paulo, no período de 1903 a 1906; Euclides voltou ao poder de 1906 a 1909, e, reelegendo-se nesse ano, permaneceu por mais um triênio, até 1912.

 

Os 12 primeiros anos do século se assinalaram por lutas partidárias. Contudo, não houve paralisação nas diferentes atividades do estado. Maceió ganhou numerosos prédios públicos, como o palácio do governo, inaugurado a 16 de setembro de 1902, o Teatro Deodoro e o edifício da municipalidade, ainda hoje existentes. Com a atividade pedagógica de Alfredo Rego, procedeu-se à reforma do ensino, atualizando a anterior, ainda dos fins do império, orientada por Manuel Baltasar Pereira Diegues Júnior, criador do Instituto de Professores, posteriormente chamado Pedagogium, iniciativa pioneira na época. Nova remodelação do ensino se fez em 1912-1914, sob a orientação do segundo daqueles educadores. Criou-se o primeiro grupo escolar.

 

Em 1912, o Partido Democrata conseguiu derrotar a oligarquia Malta depois de enérgica campanha, em que se registraram ferrenhas lutas de rua, inclusive com a morte do poeta Bráulio Cavalcanti, em praça pública, quando participava de um comício democrático. Clodoaldo da Fonseca, governador eleito, embora não fosse alagoano, ligava-se ao estado através da família: era sobrinho de Deodoro e filho de Pedro Paulino e, assim, parente do marechal Hermes, então presidente da república.

 

As lutas contra os Malta envolveram igualmente os grupos do culto afro-brasileiro. Xangôs e candomblés, diziam os jornais da oposição, tinham o governador Malta como estimulador. Entre papéis de orações, de panos com símbolos desenhados de Ogum, de Ifá, de Exu, foram encontrados retratos dos chefes democratas da oposição. O grupo que apoiava o governador era chamado de Leba, por alusão a uma das figuras do orixá dos xangôs. O que valeu de tudo isso é que o acervo apreendido pela polícia se preservou — peças, objetos, insígnias e símbolos do culto, conservados no museu do Instituto Histórico como uma das coleções mais preciosas do culto afro-brasileiro.

 

Até 1930 o Partido Democrata manteve a situação, através dos governadores que sucederam a Clodoaldo. Cada um deles deu uma contribuição para o progresso do estado. Abriram-se estradas de rodagem em direção ao norte e ao centro, e posteriormente o trecho de Atalaia e a Palmeira dos Índios, estrada de penetração para a zona sertaneja; construíram-se grupos escolares em quase todos os municípios; Maceió renovou-se com a abertura de ruas e avenidas; combateu-se a criminalidade, principalmente com o movimento contra o banditismo, que culminaria, em 1938, com o extermínio do grupo de Lampião; promoveram-se pesquisas petrolíferas. As sucessões políticas praticamente se fizeram sem luta, pois quase sempre predominava o candidato único, oriundo do Partido Democrata.

 

Com a vitória da revolução de outubro de 1930, também sem luta armada no estado, iniciou-se o sistema de interventores (com breve interrupção entre 1935 e 1937) até 1947, quando a redemocratização do país propiciou a promulgação de uma nova constituição para o estado. O chamado período das interventorias foi igualmente fecundo, malgrado a falta de continuidade nas administrações, quase sempre de curtos períodos. Nesse período, entre outros fatos marcantes destacaram-se os trabalhos de pesquisa do petróleo; a construção do porto de Maceió, inaugurado em 1940; o incremento das atividades econômicas, sobretudo com a diversificação da produção agrícola e a implantação da indústria leiteira em Jacaré dos Homens, constituindo-se a cooperativa de laticínios para a produção de leite, manteiga e queijo; o incremento do ensino rural e a ampliação do cooperativismo. Tal desenvolvimento possibilitou que, no período da segunda guerra mundial, Alagoas contribuísse, de maneira efetiva, para o abastecimento de estados vizinhos, sem prejuízo de sua colaboração para o esforço de guerra. Constituiu-se, com a criação da usina Caeté, a primeira cooperativa de plantadores de cana.

 

As atividades intelectuais também se desenvolveram, não apenas com o Instituto Histórico, mas ainda com a criação da Academia Alagoana de Letras, em 1919, e a formação de centros literários de jovens como a Academia dos Dez Unidos, o Cenáculo Alagoano de Letras e o Grêmio Literário Guimarães Passos. Em 1931, fundou-se a Faculdade de Direito, e em 1954 a Faculdade de Ciências Econômicas. Depois essas duas faculdades, e mais as de odontologia, medicina, engenharia e serviço social uniram-se para formar a Universidade Federal de Alagoas.

 

As lutas políticas estaduais ganharam força na década de 1950. Quando da tentativa de impeachment do governador Muniz Falcão, em 1957, um tiroteio na assembleia legislativa causou a morte do deputado Humberto Mendes, sogro do governador. E em toda a segunda metade do século XX manteve-se a tensão política, enquanto os ganhos oriundos do sal-gema, do açúcar e do petróleo não beneficiavam a população.

 

Em 1979, o ex-governador Arnon de Melo, então senador, conseguiu do governo militar a nomeação de seu filho Fernando Afonso Collor de Melo, para prefeito de Maceió. Em 1988, um acordo entre Collor, já então governador, e as usinas de açúcar e álcool, principais contribuintes do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços no estado, permitiu que estas reduzissem sua carga tributária. A queda de receita agravou a histórica crise social e econômica do estado e gerou um quadro falimentar que levou o governo federal a uma intervenção não-oficial em 1997. Depois de nomeado um novo secretário de Fazenda, o governador Divaldo Suruagy se afastou, cedendo o posto ao vice-governador.

 

Fonte: Wikipédia

 

Geografia

Cerca de 86% do território alagoano se encontra abaixo de 300m de altitude, e 61% abaixo de 200m. Apenas um por cento fica acima de 600m. Cinco unidades compõem o quadro morfológico:

  • a baixada litorânea, com extensos areais (praias e restingas) dominados por elevações de topo plano (tabuleiros areníticos);

  • uma faixa de colinas e morros argilosos, imediatamente a oeste, com solos espessos e relativamente ricos;

  • o pediplano, ocupando todo o interior, com solos ricos, porém rasos, e uma topografia levemente ondulada, da qual despontam as serras de Mata Grande e Água Branca, no extremo oeste do estado;

  • a encosta meridional do planalto da Borborema, no centro-norte, parte mais elevada de Alagoas;

  • e planícies aluviais (várzeas), ao longo dos rios, inclusive o delta e a várzea do baixo São Francisco (margem esquerda), com solos anualmente renovados por cheias periódicas.

 

A rede hidrográfica do estado é constituída por rios que correm diretamente para o oceano Atlântico (como, por exemplo, o Camaragibe, o Mundaú, o Paraíba do Meio e o Coruripe) e por rios que deságuam no São Francisco (como o Marituba, o Traipu, o Ipanema, o Capiá e o Moxotó).

 

Três tipos de cobertura vegetal, em grande medida modificados pela ação do homem, revestiam o território alagoano: a floresta tropical na porção úmida do estado (microrregião da mata alagoana); o agreste, vegetação de transição para um clima mais seco, no centro; e a caatinga, no oeste. Toda a metade oriental do estado possui clima do tipo As, de Köppen, quente (médias anuais superiores a 24°C), com chuvas de outono-inverno relativamente abundantes (mais de 1.400mm). No interior dominam condições semi-áridas, clima BSh, caindo a pluviosidade abaixo de 1.000mm; essa região está incluída no chamado Polígono das Secas. As estações do ano são perfeitamente definidas pela periodicidade das chuvas. O verão tem início em setembro e termina em fevereiro e o "inverno" começa aproximadamente em março, terminando em agosto. A temperatura não sofre grandes oscilações, variando, no litoral, entre 22,5 e 28°C, e no sertão, entre 17 e 33°C.

 

O estado encontra-se com 44,36% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). 

 

Fonte: Wikipédia

ASPECTOS NATURAIS DO ESTADO DE ALAGOAS

 

Alagoas é um estado brasileiro situado na região Nordeste. Seu território apresenta diversas paisagens. O espaço geográfico natural de Alagoas é formado a partir de elementos naturais, tais como: relevo, clima, vegetação e hidrografia.

 

Relevo: No território alagoano são identificadas três unidades de relevo: planície litorânea, planalto e depressão. Em grande parte do estado a topografia é plana, não ultrapassando os 300 metros de altitude, exceto a Serra Santa Cruz, que possui uma altitude de 844 metros acima do nível do mar.

 

Clima: No estado prevalecem dois tipos de climas: o semi-árido e o tropical úmido. O clima do tipo semi-árido é típico do sertão alagoano, sendo predominante em grande parte do território. O clima tropical úmido ocorre na costa alagoana, onde os índices pluviométricos são mais elevados. A temperatura média anual é sempre acima dos 24°C.

 

Vegetação: Nas áreas tropicais localizadas no litoral são identificadas vegetações litorâneas (mangues, coqueiros etc.), além de restritas áreas de mata Atlântica. Essa porção do estado é denominada de zona da Mata. E, por fim, a oeste do estado o que prevalece é a vegetação da Caatinga.

 

Hidrografia: O planalto da Borborema é o lugar onde nascem praticamente todos os rios do estado de Alagoas. Esses rios deságuam no São Francisco ou seguem direto para o mar. Sem contar o rio São Francisco, no estado ainda existem os rios Mandaú e Paraíba do Meio.

 

Fonte: Brasil Escola - Por Eduardo de Freitas - Graduado em Geografia

 

 

 

 

CARACTERIZAÇÃO TERRITORIAL

 

O Estado de Alagoas situa-se geograficamente na porção leste do Nordeste do Brasil. Limita-se ao Norte com Pernambuco, ao Sul com Sergipe, a Oeste com a Bahia e a Leste com o Oceano Atlântico. Localiza-se entre as coordenadas geográficas de Latitude 8º40’00” e 10º40’00” de Latitude Sul e 38º20’00” e 35º00’00” de Longitude Oeste.

 

O Estado possui uma área aproximada de 27.779,343 km² o que representa 1,78% da área total da região Nordeste e 0,32% do território nacional, portanto, é considerado o segundo menor território da federação, ficando à frente apenas do Estado de Sergipe. Com base na regionalização fisionômica realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Alagoas divide-se em três mesorregiões e 13microrregiões, com um total de 102municípios.

 

O Estado possui como as principais atividades econômicas a agroindústria sucroenergética, cuja cultura é predominante na região fisiográfica do Leste Alagoano, aliada a um expressivo uso do solo destinado à pecuária, sobretudo, no Norte da Zona da Mata e no Agreste.

 

De acordo com a classificação climática de Köppen, predominam no Estado, três tipos de clima: Tropical e Quente Úmido (As’), com chuvas de outono-inverno; Tropical Quente e Seco (BShs’), com chuvas de outono-inverno e Tropical Quente e Seco (BSHw’), com chuvas de verão-outono, onde “A” corresponde a Clima Úmido; “B” corresponde a Clima Seco; “S”, vegetação da Caatinga, “h”, corresponde a Baixas Latitudes; “s”, chuvas de outono- inverno e “w”, chuvas de verão-outono.

 

A Geologia de Alagoas é composta basicamente por rochas ígneas e metamórficas datadas do período Pré-cambriano. Caracteriza-se ainda pela predominância da Formação Barreiras e pelos Sedimentos Quaternários Fluviomarinhos que formam as dunas, os aluviões e as restingas.

 

Em relação à Geomorfologia, podemos citar como registros as Planícies Fluviais, Marinhas, Fluviomarinhas e fluviolagunares; além de um grande predomínio dos Tabuleiros costeiros desde o litoral norte até o litoral sul; o Planalto da Borborema, na porção Nordeste do Estado e o Pediplano Sertanejo que se estende do Agreste para o Sertão.

 

Alagoas possui cerca de 240 km de linha de costa, e outros 270 km banhados pelo Rio São Francisco além de possuir uma grande quantidade de Lagoas e Lagunas, dentre as quais se destacam a Manguaba, Mundaú, Jequiá e Roteiro.

 

Segundo a EMBRAPA em Alagoas são mapeadas onze classes de solos, dentre os quais pode-se encontrar os Alissolos; Chernossolos; Espodossolos; Gleissolos; Latossolos; Luvissolos; Neossolos e os Planossolos.

 

Segundo a classificação do projeto RADAMBRASIL no que diz respeito à Fitogeografia, o Estado apresenta oito tipos de vegetação, sendo elas as Formações Pioneiras, Floresta Ombrófila, Cerrado, Floresta Estacional Semidecidual, Ecótono, Floresta Estacional Decidual, Caatinga e Refúgio Ecológico.

 

Fonte: SEPLANDE

 

O mapa representa o relevo do Estado de Alagoas através de curvas de nível, expresso em metros, onde cada faixa representa a variação altimétrica, representada visualmente por cores que por convenção seguem o padrão de verde para as baixas altitudes e cores mais quentes chegando a tom marrom para as altas altitudes.
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O mapa representa a declividade do relevo do Estado, onde a unidade utilizada é graus. Quanto mais inclinado for o relevo, maior será o grau.


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Mapa que representa os tipos climáticos existentes no Estado, baseados na classificação de Köppen.


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O mapa representa os Corpos D'água notáveis no Estado, entre eles, açudes, lagunas, lagoas e rios.


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POPULAÇÃO em 2010: 3.120.494

ESTIMATIVA de POPULAÇÃO em 2013: 3.300.935

 

POPULAÇÃO RESIDENTE - 2010

Homens: 1.511.767

Mulheres: 1.608.727

População residente urbana: 2.297.860

  • Homens na área urbana: 1.093.652

  • Mulheres na área urbana: 1.204.208

População residente rural: 822.634

  • Homens na área rural: 418.115

  • Mulheres na área rural: 404.519

 

POPULAÇÃO - FAIXA ETÁRIA - 2010

  • 0 a 3 anos: 215.756

  • 4 a 9 anos357.028

  • 10 a 17 anos845.137

  • 18 a 24 anos408.335

  • 25 a 29 anos272.414

  • 30 a 39 anos458.462

  • 40 a 49 anos354.895

  • 50 a 59 anos245.249

  • 60 anos ou mais276.169

 

 

SERVIÇOS E BENS 

Fonte: PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - 2012.

 

Domicílios Particulares 

  • Serviços - rede coletora de esgoto29,6 %

  • Serviços - fossa séptica20,2 %

  • Serviços - coleta de lixo (coletado diretamente)71,7 %

  • Serviços - coleta de lixo (coletado indiretamente)7,2 %

  • Serviços - Iluminação elétrica99,9 %

  • Serviços - telefone86,8 %

  • Bens - fogão98,9 %

  • Bens - filtro de água31,9 %

  • Bens - geladeira94,1 %

  • Bens - freezer11,1 %

  • Bens - máquina de lavar roupa23,7 %

  • Bens - rádio75,1 %

  • Bens - televisão97,3 %

  • Bens - microcomputador26,3 %

 

Moradores - Bens de Uso Pessoal 

  • Microcomputador27 %

  • Microcomputador com acesso à Internet24,1 %

  • Telefone90,3 %

  • Telefone (somente celular)75,5 %

  • Telefone (somente fixo convencional)0,6 %

  • Telefone (celular e fixo convencional)14,2 %

 

 

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM

Fonte: Atlas Brasil 2013 Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

  • IDHM 1991: 0,37

  • IDHM 2000: 0,471

  • IDHM 2010: 0,631

 

 

 

ENSINO - 2012

Fonte: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2012

  • MATRICULAS

  • Ensino fundamental: 589.647

    • Escola pública estadual88.288

    • Escola publica municipal423.522

    • Escola privada77.837

  • Ensino médio: 131.801

    • Escola pública estadual107.120

    • Escola pública federal4.890

    • Escola pública municipal691

    • Escola privada19.100

  • Ensino pré-escolar: 86.166

    • Escola pública estadual323

    • Escola pública municipal65.249

    • Escola privada20.594

 

  • DOCENTES

  • Ensino fundamental25.024

    • Escola pública estadual3.470

    • Escola pública municipal16.896

    • Escola privada4.658

  • Ensino médio: 5.623

    • Escola pública estadual3.448

    • Escola pública federal482

    • Escola pública municipal60

    • Escola privada1.633

  • Ensino pré-escolar4.579

    • Escola pública estadual19

    • Escola pública municipal3.274

    • Escola privada1.286

 

  • ESCOLAS

  • Ensino fundamental2.825

    • Escola pública estadual264

    • Escola pública municipal2.109

    • Escola privada452

  • Ensino médio339

    • Escola pública estadual191

    • Escola pública federal10

    • Escola pública municipal5

    • Escola privada133

  • Ensino pré-escolar2.119

    • Escola pública estadual15

    • Escola pública municipal1.665

    • Escola privada439

 

Fonte: IBGE

Demografia

A população branca do estado é descendente em sua grande parte de portugueses. Os pardos são compostos da mistura entre negros, índios e brancos. Os índios não apareceram na pesquisa, embora haja presença indígena no interior do estado. Os autodeclarados negros perfazem o menor grupo étnico alagoano. Atualmente, um expressivo número de estrangeiros, principalmente da Itália, Portugal, Espanha e Inglaterra, tem procurado residência em Alagoas, estabelecendo-se principalmente na região litorânea, atraídos pelas belezas naturais.

 

De acordo com um estudo genético de 2013, a composição genética da população de Alagoas é 54,7% europeia, 26,6% africana e 18,7% ameríndia.

Fonte: Wikipédia

Mapa referente à população absoluta no ano 2010 para o Estado de Alagoas.


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Este mapa permite a compreensão da distribuição da Densidade Demográfica, que é a proporção de habitantes por quilômetro quadrado (hab/km²), em Alagoas para o ano de 2010

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Distribuição da População Urbana nos municípios de Alagoas para o ano de 2010, segundo censo demográfico


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O mapa demonstra o grau de urbanização no ano de 2010, ou seja, quanto maior for o grau, maior será a área urbana do município.


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Economia

SETOR PRIMÁRIO

Entre os principais produtos agrícolas cultivados no Estado encontram-se o abacaxi, o coco, a cana-de-açúcar, o feijão, o fumo, a mandioca, o algodão,o arroz e o milho. O estado Alagoas é o maior produtor de cana-de-açúcar do nordeste e um dos maiores produtores de açúcar do mundo, A Rússia é seu maior comprador, 75% do açúcar consumido na Rússia é alagoano.

Na pecuária, destacam-se as criações de aves, equinos, bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos.

Existem também no estado, reservas minerais de sal-gema, Alagoas é o maior produtor de gás natural do Brasil ALGÁS, além do petróleo já mencionado.

 

SETOR SECUNDÁRIO

A atividade industrial tem como sub-setores predominantes o químico, a produção de açúcar e álcool, de cimento, e o processamento de alimentos. Ultimamente tem crescido bastante a instalação de novas indústrias em Alagoas (em apenas 1 ano chegaram 12).

Atualmente as empresas que se instalam em Alagoas estão em um franco desenvolvimento, caracterizando um estado sólido para investimento na região Nordeste.

A participação da indústria da cultura canavieira na economia do estado atinge 45 por cento. As outras atividades que possuem contribuição significativa são o turismo, com 23%, a indústria alimentícia, com 20% e a de química e mineração, com 12%.

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SETOR TERCIÁRIO

Nos últimos anos, Alagoas se destaca por ser um dos estados mais procurados no Brasil pelos turistas, inclusive estrangeiros vindos sobretudo da Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha e Argentina. O turismo tem crescido nas praias do estado com a chegada de brasileiros e também de estrangeiros, graças a melhorias no aeroporto de Maceió e na infraestrutura hoteleira. O litoral norte, especialmente Maragogi e Japaratinga tem recebido nos últimos anos grandes empreendimentos de resorts. Segundo a maior companhia de viagens da América Latina CVC, Maceió é a terceira capital mais procurada do Brasil.

 

TRANSPORTES

O Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares está localizado na Região Metropolitana de Maceió, entre a capital e a cidade de Rio Largo e é um dos maiores (tamanho do terminal de passageiros) aeroportos do Nordeste.

Foi o desenvolvimento econômico e comercial do Porto de Jaraguá, próximo às margens da lagoa Mundaú, chamada maçaio, que fez surgir uma grande povoação que recebeu o nome de Maceió. O Porto de Jaraguá é considerado um "porto natural" que facilita o atracamento de embarcações, por onde os produtos mais exportados na época da colonização foram açúcar, fumo, coco e especiarias. E hoje o porto de Maceió é o 3º principal do nordeste, e o 8º do Brasil.

Planos do Governo federal, pretende ampliar o espaço para Navios Cargueiros, e os Cruzeiros que sempre atracam na cidade.

 

Fonte: Wikipédia

A partir dos dados oficiais do IBGE, este mapa espacializa o resultado do PIB por município referente ao ano de 2011


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Mapa que representa a Quantidade Produzida de Cana-de-açúcar (em toneladas) a nível de municípios para o Estado de Alagoas. Nota-se uma alta concentração de produção de Cana-de-açúcar na região da Zona da Mata do Estado.
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PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB):

O Estado de Alagoas em 2010 apresentou o 5º maior crescimento no Produto Interno Bruto em relação aos demais Estados nordestinos, com o total de R$ 24.575 milhões, sendo R$ 21.932 milhões proveniente do Valor Adicionado (VA) e R$ 2.643 milhões referente à arrecadação de Impostos. A análise setorial do Valor Adicionado demonstra que o setor primário (agropecuária) correspondeu a 6,7% do Valor Adicionado do Estado; o setor secundário (indústria) com 21,2% e; o setor terciário (Serviços) com 72,1% do VA. Em relação aos maiores PIB por Municípios observa-se o seguinte: Maceió apresenta o maior valor, com R$ 12.114.090 Milhões; Arapiraca, (R$ 1.881.363); Marechal Deodoro (R$ 759.253) e São Miguel dos Campos (R$ 609.592). Por fim, O PIB per capita, que é caracterizado pela razão entre PIB e o número de habitantes, segundo cálculos de 2010, atingiu em Alagoas R$ 7.874,00.

 

Em comparativo com as médias nordestina (R$ 9.561,00) e nacional (R$ 19.766,00), o Estado supracitado possui o terceiro menor PIB per capita, superior apenas ao ao Piauí (R$ 7.072,80) e ao Maranhão (R$ 6.888,60).

 

 

AGROPECUÁRIA:

A agricultura é destacada pela presença de lavouras permanentes e temporárias, com preponderância desta última. As principais culturas temporárias e a produção em 2010 apresentaram os seguintes resultados: Cana-de-açúcar (24.352.340 toneladas), mandioca (318.231), Milhos em grão (23.480) e feijão (22.614). Em relação às lavouras permanentes, observa-se: o cultivo de coco da baía, que em 2010 correspondeu a 55.320 ton.; banana, com 49.192 e; laranja, com 45.030 toneladas produzidas. A pecuária apresentou os seguintes números em 2010: O plantel de bovinos, o maior do Estado, apresentou 1.219.578 cabeças; ovinos, 202.773 unidades, suínos, 154.808.

 

Quanto aos principais produtos de origem animal, destacam-se: a produção de mel, com 203.025 quilos produzidos; ovos de galinha, com 27.248 mil dúzias e ovos de codorna, com 1.113 mil dúzias. Quanto aos Municípios que apresentaram maior Valor Adicionado na Agropecuária, lista-se Coruripe, com 123.784 milhões, São Miguel dos Campos (R$ 57.494), Arapiraca (R$ 52.383), União dos Palmares (R$ 45.593) e Penedo (R$ 42.761).

 

 

INDÚSTRIA:

O setor industrial alagoano é composto por mais de 3.000 firmas, as quais geram mais de 80 mil empregos diretos. As atividades que mais contribuíram para este desempenho da indústria alagoana foram: Construção civil (28,1%), Indústria de transformação (8,1%), Produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana (5,3%). Ressalva-se a Indústria extrativa mineral que foi a única atividade industrial que apresentou decréscimo na ordem de 11,5%, fenômeno que encontra explicação no declínio natural em alguns poços produtores de petróleo e gás natural. ​A boa performance da indústria derivou em um aumento em sua participação no Valor Adicionado de Alagoas, passando de 20,6% em 2009 para 21,2% no ano de 2010.

 

Quanto à distribuição do Valor Adicionado por Municípios: Maceió é a cidade que concentra o maior valor, com R$ 2.223.941 milhões; seguida por Marechal Deodoro, R$ 392.456; Arapiraca, R$ 272.847; São Miguel dos Campos, 235.201; e Coruripe, com R$167.064

 

 

SERVIÇOS:

O Setor Serviços representou 72,1% do Valor Adicionado do Estado em 2010, com o montante de R$ 15,807 bilhões, um crescimento real de 7,1% quando comparado ao ano anterior. As atividades que obtiveram os melhores destaques neste setor foram: Alojamento e Alimentação: Crescimento de 22,1%, influenciado pelo desembarque de passageiros do transporte aéreo, que teve seu fluxo aumentado em 26,8% contribuindo sobremaneira para que esse segmento se sobressaísse; Comércio, reparação e manutenção aumentou em 14,6%, destacado através do crescimento do comercio varejista ampliado: de veículos, motocicletas, partes e peças em 21,0%; hipermercado e supermercado em 17,0% e combustíveis e lubrificantes em 14,0%; Transporte com desempenho de 11,6%, justificado pelo crescimento no consumo de combustíveis tais como: óleo diesel com 10,6%, querosene de aviação 45,1%, gasolina 36,7% e gasolina de aviação 45,9%.

Mapa que representa o Efetivo de Bovinos a nível de município para o Estado de Alagoas, nota-se uma menor concentração na Zona da Mata do Estado, onde o cultivo da Cana-de-açúcar predomina.

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O mapa representa a quantidade produzida, expressa em toneladas de algumas culturas que se destacam dentro do Estado de Alagoas

 

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O mapa representa a quantidade produzida, expressa em toneladas de algumas culturas que se destacam dentro do Estado de Alagoas


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Este conjunto de mapas aponta quais são os produtos de origem animal produzidos em maior quantidade no Estado de Alagoas para o ano de 2010


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Este mapa permite a visualização da dinâmica de Exportações em Alagoas para o ano de 2010.


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TURISMO:

Alagoas é reconhecida internacionalmente e nacionalmente como um importante centro turístico. Todo este potencial pode ser explorado economicamente, visando gerar desenvolvimento para o Estado como um todo. Os 230 quilômetros de litoral somado as suas características naturais torna Alagoas um dos principais Estados na rota do turismo internacional, sendo verificado o crescimento de cruzeiros marítimos atracando no Porto de Jaraguá. O número de empreendimentos para hospedar os turistas que visitam o Estado vem crescendo substancialmente. De 2008 a 2012, o número de leitos passou de 9.800 a 14.800.

 

Observa-se que a maior parte dos estabelecimentos se concentra na Cidade de Maceió, seguida por Maragogi, e Marechal Deodoro.

 

Fonte: Seplande 

 

 

Bandeira, Brasão e Hino

HINO DE ALAGOAS
Letra: Luiz Mesquita

Música: Benedito Silva

 

Alagoas, estrela radiosa,

Que refulge ao sorrir das manhãs,

Da República és filha donosa,

Maga Estrela entre estrelas irmãs.

 

A alma pulcra de nossos avós,

Como benção de amor e de paz,

Hoje paira, a fulgir, sobre nós,

E maiores, mais fortes nos faz.

 

Tu, liberdade formosa,

Gloriosa hosana entoas:

- Salve, ó terra vitoriosa,

- Glória à terra de Alagoas!

 

Esta terra que há que idolatre-a

Mais que os filhos que filhos lhe são?

Nós beijamos o solo da Pátria,

Como outrora o romano varão!

 

Nesta terra de sonhos ardentes

Só palpitam, como almas de sóes,

Corações, corações de valentes,

Almas grandes de grandes heróis! 

 

Tu, liberdade formosa,

Triunfal hosana entoas:

- Salve, ó terra gloriosa,

- Berço de heróis! Alagoas!

 

Ide, algemas que o pulso prendias

D’esta Pátria, outros pulsos prender!

Nestes céus, nas azuis serranias,

Nós, só livres, podemos viver... 

 

E se a luta voltar, hão-de os bravos

Ter a imagem da Pátria por fé!

Que Alagoas não procria escravos:

Vence ou morre!... Mas sempre de pé!

 

Tu, liberdade formosa,

Ridentes hinos entoas:

- Salve, ó terra grandiosa,

- De luz, de paz, Alagoas!

 

Salve, ó terra que entrando no templo,

Calma e ovante, da Indústria te vás;

Dando às tuas irmãs este exemplo,

De trabalho e progresso na paz!

 

Sús! os hinos de glórias já troam!...

A teus pés os rosais vêm florir!...

Os clarins e as fanfarras ressoam,

Te levando em triunfo ao porvir!

 

Tu, liberdade formosa,

Ao trabalho hosana entoas!

- Salve, ó terra futurosa,

- Glória à terra de Alagoas!